Por que precisamos da FILOSOFIA?

"O Pensador", de Auguste Rodin (Musée Rodin, Paris) Créditos da Imagem: Yuliia Fesyk / Shutterstock.com

“O Pensador”, de Auguste Rodin (Musée Rodin, Paris)
Créditos da Imagem: Yuliia Fesyk / Shutterstock.com

Vivemos uma época conturbada, de questionamentos de valores. Onde iremos chegar ao final desta década, partindo do pressuposto de que uma década equivale a um ciclo, ainda não é sabido. E eu, humildemente, aposto na filosofia para escanear os acontecimentos desta era e traçar uma rota que possa nortear nossos pensamentos quanto a essa questão.

Existe uma visão errônea e muito popular sobre a filosofia: muito acreditam que “filosofar” é lançar palavras ao léu sem nenhuma objetividade ou sentido, e tratam essa ciência com tom desdenhoso e jocoso. Nada mais equivocado e descabido. Desde os primórdios, do Egito à Grécia antigos, os filósofos têm sido pensadores que buscam dar sentido à existência e ordem ao caos, observando diligentemente o mundo ao seu redor e como ele afeta a cada um de nós.

A filosofia ajuda-nos a questionar e avaliar aquilo que nos cerca, evitando falácias, e buscando, através do senso crítico, uma objetividade lógica para cada problema inerente à psiquê humana.

A dialética aristotélica nunca se fez mais necessária do que neste ainda começo de século, em que talvez seja muito mais plausível e necessário chegar a um consenso que celebre e respeite as diferenças do que a uma ideia absoluta que coloque-as em contraposição final e definitiva, como postula Hegel.

Eu uma época em que as redes sociais deram vozes a “minorias” e “maiorias”, a filosofia pode ser uma ferramenta mais válida do que nunca para se buscar mediação e ponderação, mostrando o contrassenso da imposição das ideias justamente por aqueles que se dizem contra a censura, mas a imputam sobre todos que não concordam com eles.

Uma abordagem ontológica é necessária para que se avalie o microcosmo em que habita o discursante para que se possa apresentar a ele uma visão macro em que o outro possa ser incluído sem que haja conflito, a despeito de suas crenças opostas.

É essa abordagem que pretendo utilizar nesta minha coluna semanal na POLTRONA DIGITAL, “Filosoenfático”, visando dar ao mundo minha contribuição com análises e pensamentos concatenados e embasados nas teorias dos grandes filósofos clássicos e contemporâneos.

Seja bem-vindo(a) a esta nossa jornada conjunta em busca do saber!

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Kleber Pedroso é Editor da Poltrona Digital e tradutor profissional. Graduado como Tradutor/Intérprete (1998), pós-graduado em Gestão Estratégica de Pessoas (2010) e cursando uma segunda pós-graduação, em Filosofia (2018-2019).

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