MIRACULOUS: As Aventuras de Ladybug

Quando diversos estúdios de animação de vários países diferentes trabalham em conjunto para criar um cartoon sobre super-heróis misturando estilos japonês, europeu e norte-americano, o resultado só poderia ser algo como Miraculous: As Aventuras de Ladybug!

Seu criador, o animador francês Thomas Astruc, teve a ideia da série enquanto trabalhava na série W.I.T.C.H. e encontrou-se com uma mulher que estava vestindo um camiseta com uma joaninha (ladybug, em inglês), vindo a desenhar a personagem inclusive com o cabelo semelhante à tal mademoiselle. O trabalho chamou a atenção do produtor Jeremy Zag, o que levou à produção do cartoon por um grupo formado pela Zagtoon, empresa de Zag, Method Animation, a gigante japonesa Toei Animation, SAMG Animation e SK Broadband, que investiram, juntas, 50 milhões de dólares na produção, toda feita em CGI.

O apelo visual do cartoon é tanto que meu padawan ficava vidrado na TV sempre que a chamada era exibida no canal Gloob, que transmite Ladybug em território tupiniquim desde março desde ano, e ficava ansioso com a estreia, gritando e apontando para a TV:

“Olha lá, papai, olha o desenho que eu vou assistir!”

Ladybug inova em alguns sentidos, saindo do lugar-comum de ter sua ação nos Estados Unidos, no Japão ou em algum mundo paralelo. A trama de toda a primeira temporada desenvolve-se na cidade de Paris, França. Marinette Dupain-Cheng, uma jovem aluna no ensino médio com descendência chinesa, com todos os dilemas típicos de uma adolescente, recebe um um brinco habitado por um kwami, um ser mágico com milhares de anos que pode transformar a sua portadora em uma super-heroína com poderes para derrotar as forças do mal, chamada Tikki, uma criatura sábia e doce, vermelha com manchas pretas e duas antenas, que lembra bastante uma joaninha (ladybug em inglês).

Como na maioria dos desenhos de super-heróis, Ladybug tem um parceiro; Cat Noir, que é ninguém menos que Adrien Agreste, colega de classe de Marinette, por quem ela é completamente apaixonada. Adrien é modelo, filho de um rico estilista chamado Gabriel Agreste, um homem frio e misterioso, que ainda terá um papel muito importante na trama toda. O kwami de Adrien é Plagg, uma criatura preguiçosa e devoradora de queijo camembert, que lembra um pequeno gato preto e transforma Adrien em Cat Noit ao ser absorvido por seu anel.

Ladybug e Cat Noir unem forças para lutar contra um inimigo que habita as sombras e jamais é visto em público, Hawk Moth, portador de um miraculous cujo kwami é Nooroo, que só aparece no primeiro episódio do cartoon. Nooroo opõe-se aos planos malignos do portador do miraculous, mas é lembrado por ele que um kwami é obrigado a seguir as ordens de seu mestre, transformando-o, então, em Hawk Moth, que é visto sempre um uma sala escura repleta de mariposas brancas, às quais ele chama de akumas, que começam a voar quando uma janela se abre e deixa a luz do sol entrar.

Hawk Moth é capaz de ver e sentir pessoas tristes, deprimidas, com raiva, e possuí-las através de seu poder sombrio, dando a elas poderes individuais, transformando-as em super-vilões. Para isso, ele impregna os akumas com seu poder maléfico e envia-os para infectar suas vítimas.

Ladybug é a única que tem o poder capturar os akumas, tirar a maldade que Hawk Moth colocou sobre eles e libertar os “akumatizados” do poder do mal.

Um ponto muito interessante e que se repete em todos os episódios é que os vilões libertos do domínio de Hawk Moth jamais são responsabilizados pelos seus crimes, uma vez que Ladybug tem o poder de desfazer todo o mal que eles causaram.

Há informações de que a segunda e a terceira temporada estão em produção, e já está tudo acertado para que o Gloob continue transmitindo a série no Brasil. Eu mal vejo a hora!

Fontes: Mundo Gloob, Miraculous Lady Bug

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