Inferno | Crítica

Seu maior desafio. A última esperança da humanidade. Uma emocionante aventura através do Inferno.

Colaboração: Leonel A. L. Andreoli

Pôster de Inferno Créditos da Imagem: Divulgação/Sony Pictures

Pôster de Inferno
Créditos da Imagem: Divulgação/Sony Pictures

Sou fã dos livros de Dan Brown desde 2005 ou 2006, e já li todos que ele publicou até hoje (O Código da Vinci, Anjos e Demônios, Fortaleza Digital, Ponto de Impacto, O Símbolo Perdido e Inferno). Também assisti aos três filmes lançados (O Código da Vinci, Anjos e Demônios e Inferno). E dentre esses, Inferno é o segundo melhor em termos de adaptação, na minha opinião. O Código da Vinci foi o primeiro a ser adaptado e com maior fidelidade ao texto original, enquanto Anjos e Demônios foi lançado na sequência, porém, tem a pior adaptação possível do livro para o filme. Futuramente escreverei artigos com minha opinião sobre ambos os filmes.

Inferno é baseado na obra homônima de Dante Alighieri, sendo a primeira parte da obra “A Divina Comédia”, e leva-nos a refletir sobre a superpopulação global. É o sexto livro de Dan Brown e o quarto com o personagem Robert Langdon encabeçando a aventura. Entretanto, dessa vez, a história foge (parcialmente) dos clichês comuns nos demais livros do autor.

Diferente das demais tramas, Inferno começa com o professor Robert Langdon (Tom Hanks) internado em um hospital em Florença (Itália), com um provável ferimento à bala na cabeça e sofrendo com terríveis pesadelos que remetem aos 13 níveis do inferno de acordo com a obra de Dante.

Ele é atendido pela doutora Siena Brook (Felicity Jones) e tem sua vida completamente revirada aos avessos quando a assassina Vayentha invade o hospital para matá-lo. Siena esconde-o em seu apartamento, onde o professor descobre estar em posse de um tubo de transporte de material biológico que só pode ser aberto com sua digital. Ao abri-lo, descobre uma lanterna de Faraday que projeta um mapa do inferno desenhado por Botticceli. O mapa, contudo, está modificado e possui a assinatura de Bertrand Zobrist, um gênio da genética e entusiasta do trans-humanismo que acredita que a humanidade deve ser reduzida a um terço de seu número atual para que a existência na Terra seja benéfica ao planeta. E não demora muito para descobrirem que Zobrist criou um vírus capaz de fazê-lo. E somente a dupla, em posse do mapa, pode localizar o vírus e evitar que ele seja disperso, levando dois terços da humanidade à extinção.

Não demora muito para que o professor Langdon se veja perseguido por dois grupos, aparentemente com interesses bem diferentes, e correndo contra o tempo para evitar que “Inferno” (o nome dado por Zobrist à sua criação) seja liberado.

O filme, dirigido por Ron Howard (o mesmo diretor de O Código da Vinci e Anjos e Demônios) segue bastante fiel ao livro durante boa parte de seu desenrolar, deixando a desejar apenas a partir do momento em que Langdon se encontra em Istambul. Desse ponto em diante, o filme toma um rumo totalmente diferente do desenrolar da história no livro.

Inferno é o primeiro livro de Dan Brown com um final inusitado, totalmente diferente do que esperávamos (principalmente para quem leu todos os seus livros e sabe que o autor parece seguir uma fórmula pronta para suas histórias). Entretanto, esse final foi adaptado para um final clichê digno de filmes holywoodianos.

A trilha sonora do filme foi composta por Hans Zimmer e dá um toque especial à aventura.

E vale ressaltar algumas curiosidades (que li no site Adoro Cinema) sobre o filme. Primeiramente, enquanto estava em produção, o filme era anunciado como “headache”, ou “dor de cabeça” em inglês, em alusão às fortes dores de cabeça que incomodam o protagonista durante a maior parte da trama. Suas gravações foram realizadas em Florença, Veneza e Istambul. E a estréia do filme foi adiada em 10 meses para evitar concorrer em bilheteria com Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força.

Inferno estreou no Brasil no dia 13 de outubro, distribuído pela Sony Pictures, e teve uma bilheteria de 15 milhões de dólares na primeira semana (contra 46 milhões de Anjos e Demônios e 77,1 milhões de O Código da Vinci). Ainda assim, como fã das teorias conspiratórias criadas por Dan Brown, digo que o filme foi muito bom e merece ser assistido. E recomendo, também, ler o livro Inferno e as demais obras do autor.

Assista ao trailer

Ficha Técnica

Título: Inferno
Duração: 2h01
Gênero: Suspense, policial
Origem: Estados Unidos, Hungria, Japão, Turquia
Direção: Ron Howard
Elenco: Tom Hanks, Felicity Jones, Bem Foster, Omar Sy, Irrfan Khan, Sidse Babett Knudsen

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Leonel Andreoli é formado em Turismo e Hospitalidade pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo - FATEC.É proprietário da Anime Fair Eventos, cujo principal foco são eventos para o público nerd/geek/otaku. Seu principal projeto atualmente é o “Anime Fair Embu”, que ocorre na cidade de Embu das Artes, e vem crescendo exponencialmente a cada edição, mas vem desenvolvendo outros projetos para a cidade de São Paulo em parceria com o Portal POLTRONA DIGITAL.Também é proprietário da Kaiza Brindes Personalizados, cujo foco é a produção de bottons, chaveiros, espelhos e outros brindes personalizados (também vendidos em eventos com a temática nerd/geek/otaku), e da Ghost Division Airsoft, primeira sala temática a levar um estande de tiro ao alvo com armas de airsoft para os eventos.Fã de quadrinhos da Disney (especialmente Super Pato e Tio Patinhas), colecionador de cartões postais e aspirante a escritor (dois projetos de livros em andamento, sem previsão de lançamento).

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