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Crítica: POKÉMON: DETETIVE PIKACHU

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Nosso crítico convidado Henrique Yatta com a colega Lolla Hattori, do portal “Geeks United” na cabine de imprensa de “POKÉMON: Detetive Picachu”

O clássico da Nintendo de games e animação oriental pula na tela ao lado de atores reais, e dá certo!

Ryan Reynolds incorpora o DETETIVE PIKACHU, nesta grande aposta da Warner em parceria com a TOHO (grande empresa de tokusatsus e animações no Japão), e que traz uma mistura de atores em carne e osso ao lado de pokemóns tridimensionais.

Com a notícia de um grave acidente, a polícia da cidade de Ryme City chama o jovem, porém traumatizado, Tim Goodman (Justice Smith), filho de um detetive que tinha um pikachu como companheiro.

Acreditando que seu pai realmente havia falecido, ele pega as chaves do apartamento para arrumar as coisas e acaba encontrando o pikachu de seu pai, e se espanta por entender o que o pokemon diz à ele.

E, com isso já mostrado no trailer, temos já o início de uma mega aventura a ser desvendada em um mundo cheio de referências à cronologia dos games e das animações (e dando esperança a aparição da cidade de Ryme City em algum futuro jogo ou mencionada em algum episódio da animação).

DETETIVE PIKACHU é um prato cheio pra fãs assíduos, e também para espectadores casuais que querem apenas ver um filme divertido pra toda família.

Há alguns momentos de tensão, outros de piadas que adultos entenderiam mais que crianças, mas, o roteiro é bem simples e direto, para agradar o modo “family friendly” que a Nintendo impõe, ao mesmo tempo que deixa um ar de filme Noir em certos pontos-chave.

Há alguns plot twists, mas, tendo dois principais (sobre os quais não falarei, senão, se tornarão spoilers, mas que já aviso, podem fazer seus olhos ficarem arregalados).

Há, também, algumas participações especiais, como a presença do grande ator japonês, Ken Watanabe, já com algumas indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro em seu currículo, desde seu primeiro trabalho em filmes, em 1984.

DETETIVE PIKACHU traz cenas agitadas, e a fotografia é uma mistura de “O Quinto Elemento” e “Blade Runner” com uma pitada de “O Máskara”, devido às suas cores vivas, e boa divisão de áreas escuras e de luzes e reflexos brilhantes em superfícies, sejam em objetos, ou na pele de pokemóns.

A trilha sonora conta com versão atualizada da primeira abertura ocidental da série e remixes interessantes, inclusive das músicas dos jogos, que deixam o clima competitivo e o suspense mais fortes.

É um ótimo filme para assistir em família ou entre amigos e fãs da franquia, mas, chega a ser convidativo até pra quem não acompanha a série animada, ou os jogos. Apesar de deixar a história bem fechada, com começo, meio e fim, merece uma continuação, graças ao esforço de Ryan Reynolds em dar vida ao pequeno rato elétrico mais amado dos animes nas últimas décadas.

Sinopse

Após seu pai, um detetive, desaparecer em um acidente de carro, Tim Goodman (Justice Smith) chega à Ryme City e conhece o Detetive Pikachu (Ryan Reynolds), sendo coincidentemente o único a compreender o que ele fala. Juntos, eles resolvem alguns mistérios na cidade, incluindo o paradeiro de seu pai.

Ficha Técnica

Título: POKÉMON: Detetive Pikachu (Original: Pokémon Detective Pikachu)
Ano de Produção: 2019
Direção: Rob Letterman
Estreia: 09 de maio de 2019
Duração: 104 minutos
Classificação 12 – Não recomendado para menores de 12 anos
Gênero: Animação, Família, Fantasia
Países de Origem: EUA, Japão

 

Ator, diretor, dublador, músico, jornalista, colecionador viciado em filmes e games, sonha em ter seus filmes passando em cinemas e no Netflix e atualmente está lutando para conseguir uma chance na Praça É Nossa.

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