Crítica | O Quarto dos Esquecidos

Há um motivo para ele estar fechado. E vários para continuar assim.

Colaboração: Leonel A. L. Andreoli

Pôster do "O Quarto dos Esquecidos" Créditos da Imagem: Divulgação/Imagem Filmes

Pôster de “O Quarto dos Esquecidos”
Créditos da Imagem: Divulgação/Imagem Filmes

Salvo filmes de zumbis (especialmente a franquia Resident Evil), não sou um grande fã de filmes de terror. Por quê? Porque seguem uma fórmula pronta repleta de clichês e situações com reações tão irreais que simplesmente não cumprem com seu objetivo principal: causar medo. E antes que comentem que zumbis também são previsíveis, sim, eles são previsíveis! Mas eu gosto dos seres em si, e não das histórias que os envolvem.

E apesar de ser baseado em uma história real, O Quarto dos Esquecidos (The Disappointements Room), que estreou ontem no Brasil, dia 24, não foge muito à regra. Esperava algo que causasse um terror psicológico intenso, que fizesse os nervos ficarem à flor da pele, mas encontrei um filme com um enredo mais light, mais focado no drama pessoal do casal central do que em causar um terror interior em quem assiste. Talvez eu tenha criado uma expectativa muito grande em relação ao filme sem conhecer a verdadeira história por trás dele.

Dana (Kate Beckinsale) e David (Mel Raido) compram uma antiga mansão em uma pequena cidade, para tentar superar a recente perda da filha e criar o filho Lucas em um ambiente emocionalmente mais estável. Ao chegarem à casa, descobrem uma série de pequenos problemas, como goteiras e muita madeira podre para ser substituída. Contudo, o foco da atenção de Dana, que é arquiteta, se volta para um misterioso quarto que não consta na planta da casa.

Ela começa a ver espectros ao redor, enquanto revive a dor da perda de sua filha, vítima de um acidente doméstico quando tinha apenas três meses de idade.

Ela descobre que o quarto misterioso é que se costuma chamar de “quarto dos esquecidos” e compreende o que está acontecendo na casa.

Desconheço a história real por trás de O Quarto dos Esquecidos, mas percebi a repetição constante de clichês típicos de filmes de terror, como a ambientação em uma antiga mansão isolada de tudo, com um passado de homicídios e suicídios, e portas e janelas que rangem e abrem/fecham sozinhas. A arte imita a vida ou a vida imita a arte?

A maior parte do filme é sobre o drama pessoal de Dana, limitando a interação entre humano e fantasma a visões e tentativas de diálogo. E, em geral, essas aparições são bastante sutis, não sendo capazes de despertar um desespero em que assiste. À exceção para as cenas com o cão Amos, as quais, pelo menos em mim, causaram uns bons sustos e fizeram o coração disparar.

Diferente de alguns filmes de terror que eu simplesmente nem recomendo assistir, O Quarto dos Esquecidos é um filme que vale a pena ser assistido, mas tendo em mente que ele é um terror mais light, durante o qual você não vai gritar enlouquecidamente, nem quase ter um infarto.

E acho que vou aproveitar para pesquisar sobre a história que deu origem ao filme. E, se descobrir algo, escrevo um artigo sobre ela para publicar aqui no NERD AOS 40.

Assista ao Trailer

Ficha Técnica

Título: O quarto dos esquecidos
Título Original: The Disappointments Room
Duração: 1h40
Gênero: Suspense, terror
Origem: Estados Unidos
Direção: D.J. Caruso
Elenco: Kate Beckinsale, Mel Raido, Duncan Joiner, Lucas Till, Gerald McRaney, Ella Jones

Agradecimentos: Imagem Filmes

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Leonel Andreoli é formado em Turismo e Hospitalidade pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo - FATEC.É proprietário da Anime Fair Eventos, cujo principal foco são eventos para o público nerd/geek/otaku. Seu principal projeto atualmente é o “Anime Fair Embu”, que ocorre na cidade de Embu das Artes, e vem crescendo exponencialmente a cada edição, mas vem desenvolvendo outros projetos para a cidade de São Paulo em parceria com o Portal POLTRONA DIGITAL.Também é proprietário da Kaiza Brindes Personalizados, cujo foco é a produção de bottons, chaveiros, espelhos e outros brindes personalizados (também vendidos em eventos com a temática nerd/geek/otaku), e da Ghost Division Airsoft, primeira sala temática a levar um estande de tiro ao alvo com armas de airsoft para os eventos.Fã de quadrinhos da Disney (especialmente Super Pato e Tio Patinhas), colecionador de cartões postais e aspirante a escritor (dois projetos de livros em andamento, sem previsão de lançamento).

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