BETTER CALL SAUL: quinta temporada confirmada!

James McGill como “Saul”
Créditos da Imagem: AMC/Netflix

 

Antes de iniciar minha resenha sobre BETTER CALL SAUL, a excelente série da AMC, que, no Brasil, está disponível na Netflix, você precisa de duas informações:

Primeiro: você PRECISA assistir Breaking Bad, pois essa série é um spin-off da primeira.

Segundo: você precisa saber que spin-offs são derivados de outras séries, que, em sua maioria, ou não fazem sucesso como seu original ou são realmente uma porcaria, como é o caso da famigerada série Joey, derivada da aclamada e insuperável sitcom Friends.

Não é o caso desta. Longe, muito longe diso!

Já assistiu Breaking Bad? Além de ela ser essencial para assistir BETTER CALL SAUL, é uma das melhores séries de todos os tempos, sem exageros. E, na humilde opinião de quem vos escreve, com certeza é.

BETTER CALL SAUL é uma daquelas séries para ser degustada, para assistir com calma cada episódio. Cada momento mais movimentado, cada drama vivenciado pelo protagonista e pelos coadjuvantes está lá por um motivo, uma razão que você vai descobrindo aos poucos, cada cena, cada momento mais soturno, tem um sentindo e um porquê. A série se desenvolve lentamente, ela precisa e deve ser apreciada em suas nuances, em seus detalhes, em cada simples detalhe.

Não é uma série para qualquer um. Além da obrigatoriedade de assistir a série original, ela é uma série que foca no drama de James McGill (o excelente Bob Odenkirk), Saul, como o conhecemos em Breaking Bad.

A série se passa cerca de 6 anos antes do encontro de Jimmy com Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) em Breaking Bad e conta a história dele, um advogado sem muito talento, mas que se esforça, e muito, para ganhar a aprovação de seu irmão mais velho, Chuck (o ótimo Michael McKean) e conseguir seu lugar ao sol.

James, ou simplesmente Jimmy, faz de tudo e mais um pouco para agradar e ser aprovado por seu irmão, com a ajuda de sua amiga Kim (Rhea Seehorn), que, nas idas e vindas de sua vida e em sua carreira de advogado, mostra como Jimmy se torna Saul, e os porquês de tudo isso, e acredite, para tudo há uma justificativa, mérito dos roteiristas e criadores da série.

Mas a série não fica só nisso, ela se desenvolve aos poucos, e aos poucos começamos a ver rostos conhecidos: Mike (Johnatan Banks), Tuco Salamanca (Raymond Cruz), Hector Salamanca (Mark Margolis) e o temido Gustavo “Gus” Fring, brilhantemente interpretado por Giancarlo Esposito.

Estão todos lá, e como é bom revê-los, ainda sabendo o que acontece com cada um deles na série que deu origem a este spin-off excepcional.

Criado por Vince Gilligan e Peter Gould, os mesmos de Breaking Bad, a série mantém a qualidade de seu original, com um enredo que, aos poucos, vai te deixando mais e mais curioso, com elementos técnicos só antes vistos no original, como a impecável e bela fotografia, e olha que estamos falando de uma série que se passa na desértica e sem graça Albuquerque, no estado do Novo México, nos Estados Unidos.

Uma série para ser apreciada em sua totalidade, onde ela alcança a maturidade e a qualidade de seu predecessor nesta terceira temporada de forma sensacional.

Todas as 3 temporadas são ótimas, mas se agora ela alcançou a tão almejada qualidade, talvez, em breve, ela supere o original.

BETTER CALL SAUL está na minha lista de séries favoritas, junto com Breaking Bad, que está no topo, e acredite, as duas valem seu tempo em frente a telinha.

E que venha a quarta temporada, pois a AMC não perdeu tempo e já renovou o contrato. E olha que boa notícia, semana passada, foi confirmado pelo canal AMC, que produz a série e a exibe nos EUA, a renovação para a quinta temporada!

Tags:

Andreas Pabst é membro da Tolkien Society, a mais respeitada organização de estudos da obra de Tolkien no mundo, professor de inglês há mais de 10 anos e também tradutor.

Deixe seu comentário